Como a SEVEN começou: a realidade de empreender em Portugal
No episódio de estreia, Danusia Jesus entrevista Danilo Jesus, CEO da SEVEN: a chegada a Portugal, a burocracia, a pandemia e o recado para quem quer imigrar.
Sobre o episódio
Neste episódio de estreia, invertemos os papéis: quem conduz a conversa é a Danusia Jesus, e o entrevistado é o Danilo Jesus, CEO da Seven e host dos próximos episódios deste podcast. Antes de começarmos a receber convidados, fazia sentido apresentar quem está do outro lado do microfone: a história, os valores e o caminho que trouxeram o Danilo até aqui. É um episódio de apresentação, mas também de bastidores: o tipo de conversa que normalmente fica só entre família e amigos próximos.
Ao longo do bate-papo, o Danilo abre o baú e conta como foi a chegada a Portugal: as primeiras semanas, a adaptação a um país novo, a burocracia, a saudade e os perrengues que quase ninguém mostra nas redes sociais. Fala das dificuldades reais de recomeçar do zero, dos trabalhos e experiências que vieram antes da Seven, e de como a pandemia de COVID-19 virou tudo de cabeça para baixo, um período que testou o negócio, a cabeça e a paciência de qualquer empreendedor, e que acabou se tornando um divisor de águas na trajetória dele.
No final, a conversa toma um rumo mais pessoal e direto: um recado para quem hoje sonha em imigrar, empreender fora do país ou simplesmente dar o primeiro passo em direção a algo maior. Sem romantizar, mas também sem desanimar ninguém falando do que realmente é preciso para atravessar essa fase.
Principais pontos
- Como foram as primeiras semanas em Portugal e a adaptação a um país novo.
- A burocracia e os perrengues que quase ninguém mostra nas redes sociais.
- Os trabalhos que vieram antes da SEVEN e como a pandemia virou o negócio de cabeça para baixo.
- Um recado direto para quem sonha em imigrar ou empreender fora do Brasil, sem romantizar.
Transcrição
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0:21 Imagina você largando um emprego garantido e apostando numa ideia que só existe na sua cabeça. Olá, amigos empresário e todas as pessoas que se interessam nesse universo do empreendedorismo. Bem-vindos ao SEVEN Cast. SEVEN Cast é o nosso canal com bastante informação de forma bem descontraída nesse universo paralelo entre empreender e ser imigrante, né, num país estrangeiro. Quero apresentar para vocês o nosso host oficial e o fundador desse projeto SEVEN Cast. Bem-vindo, Danilo Jesus.
— Muito obrigada. É um prazer estar aqui nessa inauguração. É uma honra poder iniciar a inaugurar. Danilo, eu que agradeço a confiança, o convite de ter apostado em mim para apresentar o episódio 00, o episódio onde a gente vai contar aqui pras pessoas de casa, né, ã, o que pode esperar, né, desse podcast. Agradeço a oportunidade de ter confiado
1:22 em mim para apresentar o seu programa. Para quem não me conhece, eu sou Danusa Jesus. Eu sou consultora de imagem da Seven Business e hoje recebi a missão, né, do Danilo de apresentar o primeiro episódio. Então, se me perdoem o nervosismo, é a primeira vez que eu estou encarando aqui a câmera, né, o microfone, só que eu tava na igreja, [risadas] mas assumi aqui essa responsabilidade. A gente vai conversar de uma forma bem descontraída sobre diversos temas que acho que é de curiosidade de muitas pessoas. Então, sem mais delongas, hoje eu vou estar hoje eu vou entrevistar, né, o nosso rost oficial que hoje tá sentado do lado de lá, mas que nas próximas edições, nos próximos episódios, eu vou ceder aqui a cadeira para ele dar continuidade no projeto. Danilo, o que a gente quer saber, eu vou bem direta ao ponto, de forma bem leve aqui pra gente ter esse bate-papo. A gente quer saber um pouquinho da sua trajetória como empresário, a sua infância, o que te
2:23 trouxe até aqui, né, hoje. Conta um pouquinho aí qual a sua idade e toda essa história que a gente tem bastante curiosidade em saber.
— Olá, eu sou Danils Jesus. Eu sou o sócio fundador da Seven, de todo o ecossistema que nós temos criado nos últimos anos. Eh, eu tenho 31 anos, sou brasileiro, atualmente residente em Portugal. E vou falar um pouquinho da minha história, porque quando se fala de um empreendedor, a gente nunca a gente não vira empreendedor da noite pro dia. Eu acho que todo empreendedor ele nasce com um dom. E o meu dom acho que eu fui descobrindo ali na minha infância, né, justamente dentro de casa. Quando tive oportunidade, eu percebi que devido meu pai sempre foi empreendedor nato e sempre teve diversos empreendimentos. E eu sempre com uma criança que gosta e acompanha o pai, sempre fui ah traçando ali e tentando entender o que ele fazia. E sem saber, eu comecei o empreendedorismo ainda na minha infância, porque eu comecei a comecei a
3:23 vender chaveiros dentro da sala de aula pros meus amigos, porque meu pai já teve uma época que fazia chaveiros, aqueles personalizados, né, com letras, com nome. E eu vendia pros meus amigos. Muit das vezes eu ia sem dinheiro pra escola e vendia os chaveiros e pagava um lanche, comia um lanche. Então, e eu não sabia que aquilo era o empreendedorismo. Mas hoje, com a minha visão, com a experiência, eu vejo que tudo isso teve início lá atrás. Então, já vendi para professor, já vendi para amigos, já vendi para pessoas de outras turmas. Eu acredito que o Danilo Empreendedor nasceu aí. E como que era o Danilo em casa? Era uma criança quietinha, mexia nas coisas? Como que era?
— Olha, hoje eu falo que eu entendo um pouco do que meus pais passaram, porque o meu filho é minha cópia. Eu não parava quieto, era uma criança, sempre fui muito agitada, sempre muito explorador. Eu amava desmontar as coisas, não podia dar defeito em nada lá em casa. Às vezes, até sem defeito, eu queria não, que tem que fazer isso, aquilo, só para poder desmontar. montava todos os
4:24 eletrodomésticos em casa, era batedeira, microondas, tudo que tinha tinha um parafuso. Eu dava um jeito de querer desmontar aquilo. E e eu era sempre fui assim, sempre fui muito curioso. Já teve muitos episódios trágicos que aconteceu devido à minha curiosidade, mas porém que me trouxe também aprendizados, né? nem nem só de acertos vive uma pessoa, mas sim de erros, não de aprende bastante. Então, eh, passado algum tempo, eh, meu pai, ele tinha, como eu falei, meu pai é um empreendedor, ele tinha uma marcenaria e ele decidiu comprar um computador, que naquela altura era coisa ã que pouquíssimas pessoas tinha, era de difícil acesso, só tinha na lan houseous. E ali foi o meu primeiro grande contato com a tecnologia. Eu sempre gostei de desmontar os eletrodomésticos, mas o meu primeiro grande contato com a tecnologia foi no computador do meu pai. Entretanto, eu não tinha conhecimento algum. aquilo, eu via uma tela, via um teclado e um mouse e eu dava na minha cabeça de tentar fazer um monte de coisa
5:25 ali. E várias vezes, meu pai, se ele assistir esse episódio, ele vai descobrir hoje. Ele eu danifiquei o computador porque antigamente o sistema operacionar era completamente diferente do que é hoje.
— Em primeira mão, hein, seu Maurício, ele estragou o seu computador.
— Eu estragava o computador. Eu excluía a pasta que não era para excluir. excluí arquivo, bagunçava todo o computador e eu ficava morrendo de medo porque eu sabia que o computador foi uma aquisição muito cara do meu pai na altura. Era um investimento que pouquíssimas pessoas, pouquíssimos empresários tinham. E isso me fez fazer uma coisa, descobri como arrumar o meu próprio problema.
— Uau! [risadas] Então foi a partir dali o meu primeiro contato, ou seja, eu estragava, só que eu dava um jeito de arrumar porque eu entendia também que eu não podia danificar isso. E era só pela curiosidade, eu queria saber o que acontecia se eu apagava e o que que tinha lá dentro.
— E o que tinha lá dentro, eu só queria saber isso. Então foi assim que eu acredito que boa parte da minha infância foi. Até que meu pai e minha mãe vindo
6:26 minha aptidão também pra tecnologia, toda essa desenvoltura. eles decidiram me colocar numa escola para eu aprender um pouco um pouco mais de informática. Eh, entretanto, só que é uma fase muito engraçada da minha vida, que foi ali, eh, que eu me lembro um curso especializado que eu fui fazer. Entretanto, eu tinha mais desenvoltura para ensinar os meus colegas do que o próprio professor. E o próprio professor diversas vezes me colocava para dar para dar explicação pros meus colegas, porque eu tinha essa desenvoltura. Então, eh, foi uma parte muito interessante, só que devido a isso também acabei saindo da escola porque não fazia nenhum sentido eu pagar para dar aula, né? Escola profissional, né? A escola profissional. Exato. A escola terminei e inclusive eu ingressei na faculdade de TI, né? Ou seja, eh, de formação, sou engenheiro de computação.
— Uau, bacana. Ã, além de tudo isso, como você chegou a ter experiência no Brasil? Trabalhou mesmo nessa área ou em Portugal? Como que foi essa trajetória até você chegar aqui? É isso que a gente tá bem curioso para saber.
7:27 Eu acredito que toda a minha vida eu sempre tive muito envolto na na área da tecnologia. Entretanto, nunca me limitei. Trabalhei muito tempo na marcenaria, aprendi, domino tudo que for e de marcenaria, de móveis planejados. Trabalhei muitos anos com meu pai. Entretanto, o meu último emprego, acredito que foi a minha maior experiência dentro da área mesmo no Brasil, antes de eu vir para Portugal, que eu trabalhei cerca de 5 a 6 anos dentro de uma empresa onde eu era analista de TI. Então ali também, devido a a toda essa minha curiosidade, a empresa era uma empresa de outsourcing de impressão, mas devido a minha curiosidade, que sempre foi o que me levou a outros patamares, eh eu fui aprendendo como que eu vi os técnicos mexendo na impressora, abrindo e tudo. E mesmo eu já adulto, eu mesmo já grande, mesmo já cursando uma engenharia da computação, eu continuava com aquele mesmo instinto de garoto que quer descobrir o que tem dentro. E eu comecei a aprender quando também o meu patrão, assim como meu pai, viu que eu tinha desenvoltura e também começou a me jogar
8:29 pra área técnica. E eu inclusive trabalhei, aprendi mexer impressora, sei desmontar, montar, fazer de tudo, porque sempre tive um pouco desse gosto de querer saber o que tem por dentro e também sempre gostei de arrumar coisa.
— Que legal. Então, podemos dizer que esse foi a virada de chave que fez você ver que você tava ficando muito grande, talvez, dentro dessa área e te despertou para explorar isso em outro país. Como que foi a chegada aqui? Já conseguiu trabalhar na sua área ou qual foi a realidade chegando em você chegou em que ano mesmo? Em Portugal?
— Cheguei em 2019.
— Uau! E conta então um pouquinho como que foi esse essa trajetória de profissional em Portugal, se você trabalhou na sua área, como que foi isso,
— cara? A trajetória em Portugal, assim é muito diferente daquilo que a gente imagina e sonha, né? Então eu via que era um mercado muito escasso de profissionais da tecnologia e foi uma das coisas que me chamou atenção para poder vir para Portugal. Entretanto, quando eu cheguei aqui, eu vi a dificuldade, a primeira grande dificuldade foi do quê? O idioma. Aqui
9:31 em Portugal o inglês é como se fosse o idioma nativo, [risadas] igual português, tão importante quanto, né?
— Ex. O inglês aqui é é é basicamente não é um diferencial você saber falar inglês. É o mínimo.
— É o mínimo.
— E todas as entrevistas, todas as empresas que eu tinha e eu cheguei a fazer bastante entrevista, eles sempre pediam para que você falasse o inglês e foi o que me frustrou muito. Entretanto, devido à necessidade, obviamente eu tô num país, larguei tudo, vendi tudo que eu tinha no Brasil para coloquei todo o meu sonho dentro de uma mala e eu vim para Portugal e então eu precisava trabalhar. tinha pouca reserva, tinha pouco capital ali disponível. Então eu comecei a trabalhar na área de entregas, já trabalhei de tudo que vocês imaginam.
— Já chegou a trabalhar na restauração?
— Na restauração não.
— Então você não tem lugar de fala, só pode falar
— que sofreu quem trabalhou na restauração.
— Restauração para mim é um hobby, né? Quando é uma parte de cozinha ao lado do Danilo, que vocês talvez não conhecem, mas eu gosto muito de cozinhar, cozinhar muito bem.
— Eu gosto muito, principalmente de doce fazendo.
10:33 Vou gravar, vou gravar ele fazendo um bolinho lá em casa. fazendo um bolo, bolo bem recheado. Eu gosto bastante de cozinhar, mas isso eu encaro mais como um hobby também para é uma forma que eu tenho de demonstrar o meu amor para com os meus é cozinhando. Então se você já recebeu alguma comida minha ou se eu já fiz alguma comida para você, é, significa que você tem um lugarzinho aqui no meu coração, tá? Então, trabalhei muita coisa aqui, muitas áreas diferentes. Na pandemia eu fiquei dentro de casa que teve um lockdown, foi completamente, foi surreal aquilo. Eh, foi um período bem complicado, não só para mim, eu acho que para muita gente, inclusive teve muita gente que teve perca, né? Nós tivemos perca na nossa família. Mas
— eu trabalhei de muitas coisas, nunca tive um problema de colocar a mão da massa, né? independente do que for, fala assim: “Eu tenho muitas aptidões e e eu nunca tive problema de ficar desempregado.” Entretanto, eu tive a uma grande realização de um sonho, né? Para quem não sabe, para quem me conhece um
11:34 pouquinho mais, com certeza sabe, eu sou um quase um fan boy da Apple, né? Eu gosto muito dos equipamentos, aqui não é não é uma propaganda paga, mas se a Apple quiser patrocinar a gente, com certeza é bem-vindo.
— É, a gente tá muito disposto. Todo mundo que é ao meu redor tem um iPhone por minha causa, então seja amigo, familiares da igreja, todo mundo tem um iPhone geralmente por minha causa. Eh, e o que que acontece? Eu tive um uma grande realização de vida, que foi o quê? Eu já trabalhei na Apple aqui em Portugal. Verdade, eu nem lembrava desse episódio. E como foi? Foi tudo que você esperar? Foi aquele sonho ou
— foi um sonho? Porque assim, imagina, eu sempre tive minhas próprias ferramentas. Então você tá trabalhando com uma ferramenta que foi desenvolvida, foi pensada para aquilo. Cara, aquilo para mim era como se eu tivesse no era uma criança num parque de diversões.
— Então eu me sentia mesmo como uma criança num parque de diversões que tem todos aqueles brinquedos, toda aquela disposição, que não sabe para onde
12:34 correr. Foi um período, eu acho que muito legal, foi a realização de um sonho. Só que a grande virada de chave da minha vida foi quando eu olhei e percebi que aquilo mal pagava minhas contas. Ou seja, eu realizei um grande sonho. Para mim, eu sou eternamente grato porque foi a realização de um grande sonho.
— Foi uma realização pessoal. Então,
— uma realização do frustração,
— mas financeira foi frustração. Ou seja, eu lembro que eu que eu comprei uma moto porque era bem longe de casa, que eu ia trabalhar todos os santos dias e só que assim, financeiramente não fazia sentido. Eu ficava muito tempo na moto conduzindo, era quase uma hora de distância da onde eu morava. Então assim, financeiramente as contas não fechavam. E aí foi na onde eu tive a grande virada de chave na minha vida. Foi quando eu olhei, eu falei, eu acho que eu vou para onde eu sempre estive, que foi pro ramo empresarial. Foi na onde eu decidi eh eu sempre tive a vontade de empreender em Portugal desde que eu cheguei e depois que eu trabalhei
13:35 na Apple, foi na onde que eu falei assim,
— destravou. Falei: “Ou é agora ou é nunca mais”. E aí foi na onde eu eu decidi e abrir o meu primeiro negócio em Portugal, se não me falha a memória, ali em 2021 para 2022.
— Depois da pandemia, não foi? Foi depois da pandemia. Exatamente. Mas hoje então qual é a sua área de atuação? Você ainda tem essa empresa? Ã, como como tá sendo aí a trajetória atual?
— Essa empresa, infelizmente ou felizmente, depende do ponto de vista de cada um, mas foi uma empresa que quebrou, ou seja, não consegui sustentar. Mas é aquilo, né? Todo empresário que não quebrou, ele ainda não é um empresário.
— Não tá empreendendo direito.
— Não tá empreendendo [risadas] direito, não. Isso pode ter certeza. Eh, faz parte, não é? A quebra, acho que é o maior aprendizado que a gente pode ter como empresário.
— É a você quebrar um negócio, você se frustrar, você investir dinheiro e ver, basicamente é como se eles jogassem um
14:36 dinheiro fora em dependendo do termo. Eh, é frustrante. Só que isso te traz um aprendizado que nenhum curso na internet, fora da internet, nenhum curso vai conseguir te ensinar e vai conseguir trazer essa sensação que é a sensação de quebrar. Então, não quebrei uma vez, já quebreium algumas,
— né? Eu não vou aqui citar, mas eu sou empresário desde pequeno. Já tive o meu primeiro negócio, acho que foi com cerca de 14 para 15 anos que eu abri meu negócio, sempre ali na área da tecnologia. Mas hoje, hoje eu sou um especialista, um consultor de imigração, sou muito voltado para a área da imigração aqui em Portugal, ajudo também empresários, entendo muito da parte fiscal da de Portugal. Então assim, hoje a empresa tem crescido bastante, mas hoje a gente atua muito mais na parte de migração e o lado empresarial também, desde constituição de empresa, desde também fazer um plano de negócios e também a parte contábil, que eu acho que é uma parte muito importante. Inclusive, eu
15:39 falei para tava tendo uma reunião que uma pessoa veio pediu um conselho para mim e eu dei um conselho para ela, falei: “Olha, eu acho que o empresário tem que focar naquilo que ele é bom”. Ou seja, quer empreender a parte fiscal, a parte burocrática, deixa com profissional, porque senão você não consegue conta de tudo, fica tudo perce
— quem dá conta de tudo não dá conta de nada. Conta de nada. Eu concordo com isso, embora eu não sou uma empresária eh oficial, mas tenho aprendido muito, né, acompanhando a sua trajetória e acabo estudando ali junto com você, vamos se dizer assim, porque as conversas acabam, mesmo que informal, mesmo na descontração de casa, a gente acaba sempre trazendo esse assunto, né? ele sempre tá muito eminente, né, na na mesa. E eu aprendi, né, com um do dos mentores que você me me ensinou a gostar e aprender. E eu vou aplicando também pra minha vida, é que quando você quebra, você, na verdade, as pessoas, ah, começa do zero. Na verdade, você não começa do zero. Uma vez que você quebra, você adquire experiência. Então, você começa a partir da experiência. Então você não é do zero porque você já Exato,
16:40 você já tem uma bagagem, você já tem um conhecimento que você o que você errou, você não vai repetir na na nessa nova empresa que você vai arriscar. Mas eu admiro muito as pessoas que têm essa ousadia de arriscar novamente. Vamos de novo, por sabe que o empreendedorismo, empresarial é o dom que veio de Deus, né? A pessoa que identifica isso, ela entendeu tudo. Isso não quer dizer que ela vai ter sucesso em todos os projetos. alguns eh são feitos, vamos se dizer assim, para fracassar, para que você aprenda e e seja de fato bom naquilo que você é bom, aquilo que você acabou de dizer. Eu acredito realmente muito nisso, né? Eh, a fiquei também curiosa e em perguntar, você falou que essa empresa inicial, né, no ramo automotivo quebrou e você hoje é especialista numa outra área, mas hoje você só tem essa empresa como vertente ou você trabalha com algumas outras partes? Como que é? Cara, hoje eu sou um multiempresário, tenho frota de TVDE, que é, para quem não sabe, né, quem tá
17:41 fora de Portugal não sabe o [roncando] que é TVDE, mas é basicamente as plataformas igual Uber, eh, Bolt, acho que no Brasil tem a 99, então tem uma frota, tem um parceiro, diversos parceiros. H, hoje também a gente tem a parte da área da imigração, da área da contabilidade. Hoje a gente conta aí com uma equipe de mais de 10 a 10 a 15
— Todo mundo em Portugal.
— É. Não, não. A gente tem também é pessoas aqui no Algarve, tem pessoas no Porto e tem pessoas também no Brasil. Ou seja, a gente tem uma equipe bem grande e cada uma num ponto muito estratégico. Além disso, o que eu tenho recebido são muitos empresários, muitos amigos, né, empresários que eles me procuram para pedir um conselho, para pedir ali uma direção e e com isso acaba que eles me procuram e eu dou ideias, ajuda a desenvolver parte da tecnologia, ou seja, desenvolver site, landage, eh entender um pouco, inserir um pouco da tecnologia no negócio, né? Então assim, eu acabo de uma certa forma ali e dando
18:42 um direcionamento estratégico, né?
— Podemos dizer, então podemos dizer que você é um coach?
— Não, não, coach não. Deus me livre. É, hoje acho que tem,
— olha, vai tomar rede nos coach. Não, então explica isso, vai. Vou te dar o direito de fala. Explica,
— tá? Hoje eu acho que a internet é algo muito bom, mas eu voza muito os guru da internet. Então, por isso acho que a palavra coach, os coaches em si,
— dá até arrepio. É verdade.
— Exatamente. Então, assim, eu acho que é uma área que se denegrou muito, porque uma pessoa que não tem metade ou 30% da bagagem que eu tenho, eh, abre uma live e fala: “Sou coach, vou te ensinar a chegar 1 milhão uma pessoa que não chegou a às vezes no em cinco dígitos e como que ela vai ensinar alguém aí a 1 milhão”. Então, inclusive, uma das frases do meu mentor que eu levo para minha vida é que ninguém compra uma mentoria de quem vende mentoria, ou seja, de quem é o mentor. As pessoas compram aquilo que é o objetivo de vida delas, ou seja, ela compra o lifestyle
19:43 daquela pessoa, porque eh uma pessoa só compra a mentoria da outra quando ela está na vida ou no patamar que ela quer chegar. Verdade. Só vi quando a pessoa, eu acho que eu falo por mim que eu também acabo consumindo, eh, ficando interessada, né, em ter mentores na na minha área de atuação. E é literalmente isso. A gente acaba não procurando, porque a pessoa ah tá lá na bio dela que ela é mentor. Eu vejo uma identificação, fala: “Cara, aquela pessoa vive uma realidade que é o que eu espero nos meus próximos passos viver”. E é aí que gera curiosidade de que me interessar em comprar e ter credibilidade, né? Porque se ela tá vivendo algo que eu espero viver, eu quero saber qual foi a estratégia que levou ela. E eu acho que é exatamente isso que vem de não você necessariamente se posicionar, né, tipo, ah, eu sou o mentor, não é você viver uma uma realidade que atrai as pessoas. Eu acho que isso é é realmente é muito interessante e claro, né, a gente fazendo parte aqui da sua equipe e eu
20:43 posso acompanhar a procura dessas pessoas, o interesse até mesmo de muita gente. Cara, não me interpretem mal, tá? Eu eu acompanho, eu vejo as coisas e não que isso seja um mal, mas a gente tudo na vida é interesse, é uma troca, né? E eu não acho isso mal. Eu acho super interessante as pessoas terem amizade estratégica na vida adulta. é necessário, né? Todo mundo tem interesse em algo e tá tudo bem. Então, por isso a gente precisa reverso ciclo, né? Aquilo eh eh se a gente anda com cinco pateta, o sexto pateta é você. Então você tem que ser estratégico. E eu vejo muitas pessoas eh que te cercam atrás de colher uma informação, né, de saber como você chegou lá, porque a gente vê, você não tem uma aparência de de um menino, mas vamos se dizer assim, é o bebê da família, gente. Ele é só um garoto.
— Sou o caçula.
— É o caçula, mas muuit das vezes ele dá aula, né? Junta ele, o meu outro irmão,
21:43 esquece. É, é, é aulas e palestras. e bota palestra nisso. Então eu vejo o interesse dessas pessoas em colher alguma informação e e em saber como você adquirir o sucesso. Claro que é muito fácil a gente falar: “Pô, a empresa é super nova, olhar 5 anos é uma empresa nova, mas eu sei que para quem tá ralando é é deve ser bem puxado, não é? é bem puxado. E só complementando ali um assunto que você disse, tem uma frase que inclusive eu foi um dia que eu estava tendo uma sessão com minha psicóloga e e eu soltei uma frase e ela amou essa frase, inclusive até compartilhou no Instagram dela que eu falei: “Seja interessante, não seja interesseiro, porque hoje a maioria das pessoas elas são interesseiras e é diferente você ser interessante do que você ser interesseiro.” Então, a minha psicóloga, inclusive gostou muito dessa frase que eu soltei, né, quando tava tendo ali uma sessão juntamente com ela. E eu acho que é sobre isso. A gente muit das vezes admira uma pessoa, só que a gente muit
22:44 das vezes se torna interesseiro, mas você tem que se tornar interessante em primeiro lugar, não
— em primeiro lugar. Eu acho que o erro da maioria das pessoas que que só querem seguir mentores, gurus e coaches da vida é porque a maioria são interessante, interesseiros.
— Verdade.
— E a partir do momento que você se torna interessante, eu viro uma troca. Então, porque assim, eu sou interessante, então eu quero trocar com algo que você é interessante. Então, a gente troca, troca experiência. É, até como Alfredo diz, né? É uma troca de eh propriedade intelectual, né? Então, o que ele fala é um câmbio intelectual, uma frase do inclusive do meu mentor Alfredo, ele fala sobre o câmbio intelectual. E eu acho que é sobre isso, porque se juntar 10 empresários numa sala, cara, vai ter uma troca gigantesca. Só que se você juntar 10 interesseiros numa sala, vai sair sua baboseira. É
— verdade. Isso é é muito real. falando, eu vou aproveitar aqui o gancho, né, porque para quem não sabe, para quem não assistiu aí os stories do Danilo, eh, a
23:46 gente teve aí o a honra, né, a gente, eu falo, porque eu participei dos bastidores, eu não estava lá, mas eh como foi ter o encontro com o Alfredo? Para quem não sabe, Alfredo Soares teve semana passada aqui em Portugal e o Danilo teve aí o privilégio de de trocar algumas palavras aí com o cara. Para quem conhece sabe que o acesso é relativamente difícil, mas o Danilo conseguiu ali uma exclusiva com o homem. E conta um pouquinho dessa experiência. Acho que ele já saiu de lá com a mentoria do cara. [risadas]
— Cara, foi surreal, né? O Alfredo Soares é quem eu ten acompanhado, tem sido o meu mentor nessa nova fase da expansão dos novos projetos. E foi simplesmente surreal porque eu, de verdade, foi algo muito surpresa. Eu costumo falar, né? Porque eu não posso, inclusive eu falei isso para Alfredo, eh, eu não levo isso como coincidência, eu levo isso como propósito de Deus. Deus
— Deus. Exatamente. Porque eh, cara, tudo que aconteceu, eu postei uma frase, é,
24:48 no dia do Alfredo, às 9 horas da manhã, eu estava iniciando um projeto que deu vida graças a um vídeo de advisor que eu vi do Alfredo sobre um ecossistema e eu voltei empolgado, voltei afobado para casa, eu queria pôr aquilo para fora e eu queria fazer acontecer naquela mesma noite. E foi tudo graças a um vídeo do Alfredo. E no primeiro dia que a gente tá iniciando, já tinha montado o cenário do podcast e estava iniciando ali as gravações, né? As gravações, teste gravações com com o primeiro convidado, é simplesmente eu recebi a notícia que ele tava vindo para Algarve. Somente, só isso. Bastou ali para mim falar, é uma confirmação. Só que Deus, ele é especialista nos detalhes que Deus permitiu ter um encontro com o cara. E assim, simplesmente ele é um cara muito inacessível devido a ser muito famoso, a ter muitos seguidores, muitas pessoas que, assim como eu, acredito que aprende muito com Alfredo, é um cara muito inteligente, então acredito que eu não
25:49 esperava em nenhum momento isso acontecer.
— É oportunidade, né?
— Exato. Era, foi uma oportunidade que assim foi literalmente aconteceu em minutos e eu não simplesmente,
— foi uma conversa de amigos, né? Não foi, ele te também, a gente pode dizer que ele te enxergou. Eu tô falando isso, gente, porque eu vi também tem registro ali que tanto o Alfredo e a esposa dele e eles gravaram, né? Então parecia que eles estavam entre quatro amigos, né? Estavam ele e a esposa e o Danilo e a esposa. Então parecia que era uma conversa mesmo que estavam se encontrando. Não parecia a discrepância do de um cara famoso para para o Danilo, né? Então, a gente até brinca que parecia que o Danilo era o famoso e mais sério que ele, o Danilo sério, engravatado e ele todo descolado. Então, ficou uma um encontro muito muito legal, né? Mas tudo isso eu volto a reforçar aquilo que a gente vem colocando, né, na nossa realidade, o poder do posicionamento,
26:49 né? Você teve a a ousadia de de gravar e falar: “Quero você aqui, né? O primeiro episódio”. Então assim, foram tantos detalhes que só quem tava no dia, né? Eu tava acompanhandi nos bastidores, mas eu fiquei maravilhada, fiquei feliz pelo Danilo e por todas as coisas. Mas mais uma vez a gente consegue ver que o posicionamento ele te gera oportunidade. Oportunidade ela não existe, né, numa prateleira.
— Você que cria,
— você cria. E o Danilo criou, né? Você simplesmente brincou, ele tava desse lado de cá como host e falou: “Fredão, quero você aqui, cara”. Aí 20 minutos depois eles estavam na praia conversando e foi uma um episódio muito legal esse esse acontecimento, né? Agora, já aproveitando aqui o gancho que a gente falou sobre o podcast, se a sua empresa, vamos lá, vamos uma pergunta bombástica aqui, se a sua empresa hoje, né, que é a a Seven Immigration,
— a Seven,
— a Seven, desculpa lá, a Seven, ela hoje
27:50 já te dá um resultado financeiro que eu acredito que ã não vou falar, deixa que eu vou dar minha opinião, eu falo demais, vou deixar que ele fala. Mas pronto, eu a minha pergunta é se hoje você tem uma empresa rentável, né, que é onde realmente eh entra dinheiro para você, de onde então surgiu a ideia do podcast? A ideia é ganhar dinheiro com isso. Eh, qual que é o fundamento?
— É ótima colocação. Hoje a minha empresa, ela me traz um retorno financeiro, não posso negar, muito maior do que eu esperaria para um imigrante, né, que tem 6, 7 anos em Portugal. Então, só por isso é algo maravilhoso. Entretanto, eh, não é nem perto da onde eu quero chegar ou do que eu estou construindo. A coisa que eu acredito que é muito boa, que talvez pessoas que poderiam estar na mesma posição que eu estou hoje, talvez se contentaria, porque eu tenho exemplos de vizinhos, de concorrentes que simplesmente se
28:51 contentaram e eu não, eu quero ir muito além. Então assim, eu tô em constante evolução, constante, sempre estudando, sempre aprendendo. Eh, eu sei que eu não sei de tudo. Eh, sei só um pouquinho de tudo que eu vi, acho que eu só sei um pouquinho. Eh, então sempre tento aprender, para aprender mais, porque eu tô em constante evolução. Por quê? Porque eu quero chegar em um nível muito mais alto do que eu tô hoje. Inclusive, eu vi uma frase que para mim foi fez muito sentido, porque eu tava me olhando um período da minha vida e eu falei assim: “Nossa, eu não tô evoluindo”. E aí de repente veio uma frase para mim e essa frase mudou muito o meu pensamento. Essa frase ela fala: “Talvez você não vê a sua evolução porque você evolui todos os dias”. E cara, isso foi um bac para mim, porque eu falei assim, todo mundo olha e vê a minha evolução, só que eu não conseguia enxergar. Até quando eu olhei para trás, eu vi da onde eu saí, eu vi tudo que eu passei, tudo que eu enfrentei, todas as quebras, tudo que eu
29:52 fazer para chegar até aqui. Aí quando eu falei, eu realmente tô evoluindo, eu tive esse reconhecimento do próprio Danilo.
— Isso é muito legal, né? Porque quando coisas acontecem de pouquinho em pouquinho, como uma formiga, você não não realmente não percebe, né? E quem tá de fora fala: “Caraca, do nada o menino estourou, né?” E na verdade você enquanto isso em casa, poxa, tá tudo tão tão lento, tudo tão devagar,
— ninguém viu as tantas noites sem dormir, as noites de choro, ninguém acompanhou isso, né? Isso é só no off. [risadas]
— Pode compartilhar alguma história aqui, Tainá? Cara, tem uma história, não sei se a minha esposa me libera contar. Não,
— não.
— Ela não liberou essa história. Próximos episódio cobram ele que ele vai contar.
— Ela ainda não tá preparada, mas tem uma que eu acho que eu posso compartilhar, né? É, essa daqui não é muito,
— a cara dela tá tensa, [risadas]
— tá tensa, mas é uma história eh que inclusive ela só foi descobrir tempos
30:53 depois dessa história também, porque foi no início da empresa, a gente passou dificuldade. Entretanto, eu nunca deixei isso transparecer para ela. É, a gente, eu passei uma dificuldade financeira, é literalmente aquela frase que você escuta de vender o almoço para comprar a janta. Eu passei por isso e só que nem minha esposa sabia que eu estava passando por isso. E foi um período ali que Deus falou comigo. Foi um período ali até que eu falo que foi até um teste, vamos se dizer assim, de Deus, né? Tem até uma passagem bíblica que eu acredito que eu posso citar que fala que se até o ouro necessita de passar pelo fogo, quem somos nós? Quem é a nossa fé para não ser necessário? Ou seja, o fogo ele não ele não, como posso dizer? O fogo, quando o ouro passa pelo fogo, ele não estraga,
— não é para destruir, né?
— Não é para destruir, é para moldar. Então assim, quando Deus me colocou nessa fornalha, eh, foi difícil, foi chorei, inclusive chorei bastante. Não tenho vergonha de admitir, mas foi
31:54 necessário, assim como o ouro, passar pelo fogo para ser moldado, foi necessário eu passar pelo fogo, pela fornalha, chorando. Nem minha esposa sabia do perrengue financeiro que eu estava passando. Pr vocês terem ideia, foi uma situação que eu não tinha dinheiro para comprar uma mistura, uma carne para poder colocar na marmita. Cara, e essa é a realidade de muitos imigrantes, né? Só que quem tá no Brasil não enxerga, não sabe o processo. Claro que eu vejo assim que vale a pena. Quando alguém me pergunta: “Ah, você acha que vale a pena?” Cara, para mim valeu. Eu estou aqui há 8 anos. Eu nunca voltei no meu país de origem, né? E mas é luta, né? Seja lá, seja cá, eh, não nascemos em berço de ouro, mas a gente faz acontecer, né? A gente vem mudando a realidade, ousando, em fé e para que as coisas acontejam diferente, para que a gente quebre um ciclo, né? Então, é muito muito real isso que você tá
32:55 dizendo. Eu acho que bastante ah maioria das pessoas vão se identificar em algum momento da vida passou por essa dificuldade, né? E legal você admitir, porque as pessoas vê o sucesso e nem imagina, acha que foi tudo. Muitas pessoas do Brasil, por acaso, sempre perguntam, né? Tem essa curiosidade de saber. Acho que a gente tem uma vida assim maravilhosa. Claro, eu não tô reclamando, né? A vida que a gente leva aqui é muito acima da da da expectativa que e realidade da maioria, mas ainda assim é luta, né? A gente ainda ainda não conseguiu tirar os pais, né? Mas tá estamos encaminhando para isso. O podcast ele não nasce de uma ideia de ser algo rentável. O podcast ele nasce com uma ideia de posicionamento. Eu sempre me posicionei da maneira que eu acreditava. Entretanto, isso acabou sendo mais no físico, ou seja, no presencial. Então, sempre me posicionei, meu escritório, minha postura, minha fala, minha maneira da maneira que eu
33:56 queria chegar, né? não era quem o Danilo era, mas foi o posicionamento que eu fui levando. Entretanto, hoje eu tenho uma certa eh autoridade, só que isso acaba sendo mais regional. Ou seja, no Algarve, hoje o Danilo é reconhecido, a minha empresa é reconhecida, só que eu percebi que eu negligenciei por muito tempo, né, devido a ter quase uma eu presa, né, que todo empresário passa pela eu presa. Então, na onde que é, você é o vendedor, você é o financeiro, você é o marketing, você é o o quem faz os processos, você é quem atende, você faz pós-venda, faz você faz tudo, você faz tudo, né? é a famosa eu presa. Então, devido a tudo isso, eu não conseguia explorar muito a a parte online, as redes sociais, que a gente sabe que tem um potencial de alavancar qualquer negócio. Então, hoje o podcast ele nasce justamente com o intuito de mostrar a autoridade que nós carregamos dentro da Seven, um pouco da nossa equipe, dos nossos processos e toda essa
34:58 autoridade regional que a gente já tem uma autoridade muito boa no Algarve, né? Então, muitos clientes às vezes vai indicar um pro outro, fala: “Ah, o Danilo, eu já conheço”. Então, eles já se conhecem, mas não vem do online, é tudo no orgânico. Então, a ideia do podcast, ela acabou vindo da deficiência que eu via em Portugal, de ter pessoas se posicionando, de ter pessoas que você pudesse acompanhar, se inspirar, entender um pouco mais. Hoje em Portugal, uma das deficiências que eu continuo vendo é a desinformação, não é nem a a informação. É porque assim, eh, cara, é surreal. Uma das coisas que me trouxe muito aprendizado, inclusive me trouxe a Seven, é porque você vai, infelizmente os funcionários eles parece que tem um tipo de poder aqui, ou seja, cada um faz da maneira que quer,
— cada um faz sua lei, né? Cada um faz a sua lei. Então assim, e isso eu percebi na prática, eu senti na pele, né? Ou seja, no dia a dia, porque você vai com o funcionário, ele fala, ele pede, é um
35:59 requisito, com outro é outro requisito, no outro é outro requisito. Cada um tem os seus próprios requisitos, uma coisa que eu particularmente acho inaceitável. E foi daí que acabou surgindo toda essa ideia. Eu acredito que tem até algumas informações, só como eu disse, hoje eu vejo isso mais como desinformações, porque muitas
— frustra, né?
— Frustra
— quem vai atrás fica perdido se tá certo?
— E tem muitas pessoas se tentando se posicionar sem ter conhecimento de causa. Então o que que acontece? elas passam uma facilidade que na verdade não existe. Então assim, muit das vezes elas também mais atrapalha do que ajuda.
— Existe um sensacionalismo. Na verdade, o que eu mais vejo são canais sensacionalistas que não traz a informação, gera mais confusão que eu eu posso ver aí com a sua equipe, as coisas absurdas que as pessoas, né, os clientes chegam e com medo com informação que viram em X canal e cara, isso é terrível
37:01 porque acaba até atrapalhando uma pessoa séria, porque não sabe qual é a informação correta, né? Não, e isso isso é tão real que assim, se eu fosse colocar a lista de de tantas vezes que isso aconteceu, cara, a gente ia ficar aqui, ia ser um,
— ia bater o recorde do de podcast, assim, maior duração, porque é bizarro. É bizarro assim. E uma coisa que você falou é muito verdade, porque o que que acontece? que as pessoas elas estão tão fixadas numa informação que ela viu no YouTube, no Instagram, no TikTok que quando eu tento falar a verdade para ela
— e tão simples, não acredita.
— Ela não acredita. Ela fala: “Não, não pode ser tão simples na internet, eu vi fulano, eu vi ciclano, eu vi beltrano”. Eu falo: “Não, é só isso”. E a pessoa parece que eu que estou errado.
— Você tem que fazer provar exato. Eu tenho que provar. Eu tenho que isso já aconteceu assim de eu ter que provar pra pessoa. Falei: “Pera, eu tenho que provar”. Eu falei: “Não, não, não pode ser, tá errado”. E aí veio, eh, o nascimento veio basicamente daí do
38:02 podcast com essa necessidade de trazer informações séria, informações relevantes, trazendo os valores que a gente carrega dentro da Seven, que eu acredito que isso é muito importante, de não ser sens, de não ser sensacionalista, de não ficar focado, né, em estourar, eh, para poder simplesmente viralizar, para poder ter seguidores, para poder ter milhões de visos. Cara, não é esse o nosso foco. O nosso foco é trazer informações de qualidade, informações verídicas e algo que acontece realmente novidades e não trazer essa tanta de desinformação. Eu quero que vocês tenham aqui de verdade um conteúdo que vocês ainda nunca consumiram em Portugal. Esse é o objetivo do SEVEN Cast.
— Nossa, isso é bem interessante porque quanto mais didático e descontraindo é a conversa, eu acho que mais as pessoas tendem a permanecer, né? Então, quando você é como você disse, né, hoje você tem uma autoridade, né, no presencial,
39:03 mas de fato, né, eh, como fazendo parte da equipe, eu posso falar aqui, a deficiência ela vinha de fato do online, né? Então ali é um canal em potencial e e fraco informação de outras pessoas. Quando nós mesmos procuramos, procuramos esse tipo de informação, além de ser difícil usarem muitos termos que não adianta nada, gente, para um leigo, não entende nada. Então, eh, de fato, esse podcast, ã, tem um objetivo assim sensacional de trazer essa informação de uma forma bem didática, né, descontraída, trazendo de fato pessoas, convidados que passaram pela mesma coisa e hoje são grandes empresários locais, né? A intenção de todos é crescer e serem empresários e eh
— multinacionais, né? Multinacional fala. Eu acho que sim.
— Mas é bem interessante tudo isso e a gente espera ver você aqui do outro lado contando, trazendo bastante bastante convidado interess convidados interessantes para que compartilhar
40:05 mesmo a história, né, de cada um. A gente se identifica quando escuta que muit das vezes a gente fica com vergonha, né? Falar a só comigo que passa e não quer se abrir com outro. Mas quando a gente escuta duas pessoas conversando que passaram na pele que isso é real, eu acho que destrava e acaba sendo fiel. Aquelas pessoas acabam sendo seguidores fiéis porque vê credibilidade no que você tá falando, que você dá o passo a passo, a informação tá de forma bem clara. Então isso é bem legal, né? Essa esse propósito que Deus colocou na no seu coração. E seria um um um pecado você reter todo o seu conhecimento que Deus te deu só para você e pros seus. Então esse propósito de não olhar como fim lucrativo um podcast e sim abençoar o outro, trazer informação necessária, né, sem ser uma coisa robótica. O Danilo é serião assim, né? Mas é ele tá, ele tá ele tá a gente tá tentando tirar ele do operacional e colocar ele na onde ele tem que ser, né? Ele é o CEO da empresa, ele não pode estar tanto no operacional assim, é necessário porque senão não
41:05 engorda o gado, mas ele tem que estar um pouquinho mais fora disso. E tem tem sido uma bênção, né, trabalhar com você. Eu agradeço a Deus também por isso. Não tem como, gente. A gente é cristão e toda hora a gente vai falar de Deus. Não tem como a gente desassociar. Não tem como eu colocar de lado a parte evangélica, porque é o que nós somos. Então não é uma coisa separada. Exatamente. É o que que a gente acredita. Então, eh, eu quero agradecer mais uma vez. Tem mais alguma coisa que você quer falar?
— Vocês não devem esperar aqui do SEVEN Cast é termos técnicos difíceis, a não ser que seja realmente necessário, mas sempre com uma tradução, OK? Não quero que vocês esperem, acham que vai ter muito conteúdo técnico. Eu quero trazer mesmo tudo isso traduzido para vocês, paraa linguagem, porque eu sei como é difícil estar no país, não saber o que é o NIF, o que é o NIS e não entender nada do cenário. a gente tem que saber, mas eu quero transmitir isso para você, traduzido no seu idioma, para que você possa entender, para que seja
42:08 claro, informações fáceis e claras para você eh entender e muit das vezes aplicar na sua vida e empreendendo. Exatamente. Eu acho que não tem como falar, eu acho que hoje o Danilo não tem como ter uma conversa sem falar de empreendimento de Deus e de família.
— Eu acho que essa é a minha maior base de todas. Então, eh, é isso.
— Bom, Danilo, eh, sabe o quão orgulhosa eu tô de ver sua evolução, né? Admiração de ver o caçula e desbravar eh lugares que não não são tão confortáveis, não são a sua zona de conforto e tem todo o meu apoio, né? Sou muito grata de você ter confiado em dar voz aqui para mim, né? Te entrevistar sem ao menos saber o que que eu iria aqui puxar, o que eu iria falar. Falei: “Deus, conduza.” Claro que a gente faz um script, mas maioria das partes aqui foge e a gente fala naturalmente aquilo que Deus coloca no coração, né? E espero, né? Que na na
43:09 no próxima no próximo episódio, primeiro episódio, eu te passo a cadeira e você vai estar do lado de cá e vou est do lado do outro lado, só acompanhando aqui, te desejando toda sorte de bênção, todo o sucesso
— e podemos contar com a agenda aberta pra mentoria. Não, não, [risadas] calma, estamos exagerando.
— Calma. [risadas]
— Eu que agradeço, né, você fazer parte do que eu falo que é uma loucura, né, mas eu acredito que Deus ele não une sonhos, ele une sim propósitos, né? Então, de certa forma, os nossos propósitos estavam interligados. Hoje temos a oportunidade de trabalhar em família, o que tem suas dificuldades, mas também tem suas facilidades. [risadas] Profetiza no profetiza não, mas eh não posso deixar de falar também tem sido uma pessoa que tem me ajudado, que nem tem como descrever. Acredito que a gente só tá aí no primeiro passo de tudo que a gente vai construir junto. Acho que Deus tem
44:11 grandes coisas paraas nossas vidas, eh, para esses novos projetos. Eh, o intuito não é ficar eh, não é enriquecer, não é ganhar dinheiro, né? Porque como diz o que o que adianta o homem ganhar o mundo e perder a sua alma. O foco aqui é sobre pessoas, é sobre fé também. Eh, não podemos deixar de lado a fé, ainda mais o tempo que vivemos. Então, agradeço por ter topado, por est se dedicando e tudo. Acredito que é só, como eu disse, é só o começo aí de uma grande jornada que nós iremos traçar. Então, muito obrigado por todo o apoio, toda dedicação e por estar sempre aí comigo e nessas loucuras. E eu acredito que a gente vai alçar novos ares.
— Amém. Então, só pra gente reforçar aqui, eh, a gente tá aqui para incentivar que você tenha coragem e ousadia, né? Fé em Deus, em você empreender, né? A gente sabe que não é fácil, mas o que precisarem conta conosco, tá? com a equipe da Seven. Eh, mandem também aqui,
45:14 deixem bastante perguntas, pode criticar, tá? A minha postura aqui, se o Danilo deve me convidar mais uma vez, se o Danilo foi bem, se ele foi mal, que a gente quiser melhorar. Você quer ter ela como convidada pra gente agora? Tá invertido. Gente, só falo besteira, não vale a pena, tá? Não vale a pena. Tá aqui, Danilo. Agradeço. Agradeço mesmo. No fundo do meu coração. Agora faz o Pix, patrão. [risadas] Gente, muito obrigada, muito obrigada mesmo por ter confiado em mim. Mesmo eu aqui bem insegura, não parece, mas eu sou uma pessoa assim bem bem nervosa, bem tensa. Tô muito feliz de ter participado disso aqui. Espero que seja uma bção. Compartilhem, mostra bem meu rostinho. Não pelo Danilo, tá? Por mim, por mim mesmo. [risadas] Obrigadíssima e contamos com você. Beijinho, gente. Agora até mais. Cia. Ciao.